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Leste Europeu clássico – A melhor parte da Europa!

Entre os dias 26 de março e 16 de abril de 2018, realizamos a segunda melhor viagem da nossa vida (até agora!) – Leste Europeu! E será um enorme prazer contar a vocês. Provavelmente não lembrarei de todos os detalhes, mas darei o meu melhor!

Por que Leste Europeu?

Bom, eu queria muito voltar para a Europa. Inicialmente tinha pensando em um roteiro Holanda, Bélgica e noroeste da Alemanha, mas daí pesquisando sobre esses roteiros me deparei com o roteiro Praga – Viena – Budapeste (chamaria de roteiro Leste Europeu clássico) e simplesmente me apaixonei!!! Era tudo que eu queria, algo fora da trip mais comum entre quem visita a Europa, por um preço muito mais convidativo e com muuuuuita história para contar.

Eu adoro viagens em que aprendo, adoro ver, presenciar, vivenciar a história lida nos livros. E nos 3 meses seguintes foi aquela loucura, lendo horrores, montando roteiro, pesquisando passagem e hospedagem.

Tinha decidido as cidades que queria visitar: Viena – Bratislava – Budapeste – Cracóvia – Praga, a ordem poderia ser essa ou inversa, pelas minhas pesquisas a melhor combinação de passagens aéreas eram SP-Viena e Praga-SP ou SP-Praga e Viena-SP.

Budapeste
Budapeste – cidade mais linda e surpreendente desta viagem.

Comecei pesquisando as passagens em dezembro e as comprei no fim de janeiro, quando percebi que não ia mais baixar o preço. Este roteiro não costuma ter muita promoção, mas nesse meio tempo de pesquisa, variou demais a companhia com melhor preço. Acabei fechando com a KLM e por causa disso uma cidade que não estaria no roteiro acabou entrando – Amsterdã!

Como a gente teria uma conexão obrigatória em Amsterdã, a qual era longa, ao invés de ficar no aeroporto morrendo de tédio, decidi fazer um stopover e incluir um dia e meio na cidade, no fim da viagem. Já ia dar para visitar o Keukenhof (Parque das Tulipas), que era o que tava mais me doendo por mudar o roteiro inicial. Acabei fechando SP-Viena, Praga-Amsterdã, Amsterdã-SP.

Pesquisa vai, pesquisa vem, percebi que ia sobrar um dia na minha organização, não tinha a menor ideia de em qual cidade incluir um dia extra, porque tava tudo muito redondo. Foi então que vi uns posts sobre Varsóvia, que não precisava de mais de um dia para ela. Decidi tirar um dia de Cracóvia e incluir então Varsóvia!!

Roteiro Final

O roteiro final pelo Leste Europeu clássico então ficou: Viena – Bratislava – Budapeste – Cracóvia – Varsóvia – Praga e Český Krumlov (Bate e Volta a partir de Praga) – Amsterdã em 20 dias, assim distribuídos: 3 dias e meio em Viena, 1 dia e meio em Bratislava, 3 dias em Budapeste, 3 dias em Cracóvia, 1 dia e meio em Varsóvia, 4 dias em Praga, sendo um para o bate e volta para Český Krumlov e 1 dia e meio em Amsterdã.

Roteiro de 20 dias pelo leste europeu

Para nós, no nosso ritmo (a maioria das pessoas não aguenta, então se sua meta é andar menos de 20 km/dia, aumente o tempo para cada lugar), foi mais do que suficiente para conhecer o principal de cada lugar. No último dia de cada cidade até sobrou tempo e acabamos fazendo uns extras.  Sai com aquela sensação de “voltaria porque amei esse lugar, mas não preciso por ter deixado de fazer algo importante”, exceto Varsóvia que passamos por um puta perrengue (que sempre tem nas nossas viagens) e tivemos que, infelizmente, cortar alguns pontos. Mas se tivesse ocorrido como o planejado, teria dado de boa.

Voltamos mega cansados, porque nós gostamos de andar, andando a gente encontra cada coisa não planejada no caminho! E usamos muito transporte público. Não tem forma melhor de imergir na cultura local que dessa forma. Mas foi uma das viagens mais tranquilas que já fizemos, sem correria! Acho que estou aprimorando minhas habilidades de planejamento de viagens!!

Hospedagem

Fechadas as cidades e o tempo em cada uma, veio o estresse da hospedagem. Cara, acho que é a parte que mais detesto fazer numa viagem. Pesquisei hotel e Airbnb e, exceto por Varsóvia e Amsterdã, acabei fechando tudo no Airbnb.

Em Varsóvia queríamos ficar pertinho da estação central, já que só passaríamos uma noite lá, para facilitar nossa chegada e saída da cidade e não tinha nenhuma opção que se adequava ao que queríamos pelo Airbnb (mas também a que escolhemos acabou sendo uma opção terrível – aguarde por Varsóvia).

Amsterdã, como só passaríamos duas noites e nosso voo saia cedinho no dia 16, acabamos nos hospedando ao lado do aeroporto, que no final acabou sendo uma excelente opção, onde não tem Airbnb. Nos hospedamos no Hilton (me senti ryca e phyna), porque além de ter uma noite grátis (na verdade o desconto foi de cerca de 250 reais em uma diária que tava entre 400-500 reais) pelos hoteis.com, tava saindo mais barato que qualquer Airbnb na cidade de Amsterdã (fomos em altíssima temporada em pleno final de semana – diária mínima de R$ 400,00), e ainda tivemos upgrade de quarto. Unimos o útil ao agradável!

Transporte

Tendo conversado com todos os proprietários e verificado que tinha onde deixar as malas antes ou depois do check in e check out, respectivamente, tava na hora de fechar os trechos terrestres entre as cidades. Foram todos feitos em ônibus.

Pesquisando, transporte de trem pelo leste europeu além de mais caro, era mais demorado (exceto Cracóvia-Varsóvia). Comprei os trechos Viena-Bratislava, Bratislava- Budapeste, Budapeste-Cracóvia e Varsóvia-Praga pela Flixbus. Li vários reviews e o pessoal gostava bastante, o problema foi nos trechos da Polônia, que os ônibus são da Polskibus, que são muito ruins. O trecho Cracóvia-Varsovia comprei pela InterCity, que foi de trem bala. O trecho Praga-Cesky Krumlov-Praga comprei pelo Leo Express.

Flixbus

Minha opinião geral sobre a flixbus: tirando os trechos da Polônia, ônibus razoavelmente confortáveis, mas os assentos não são marcados. Isso foi um puta estresse. Erámos os primeiros a chegar, ou estávamos entre os primeiros, mas quando chegava o ônibus o povo não respeitava qualquer fila ou ordem de chegada.

Nos demos mal na primeira viagem, sentamos separados (ainda bem que a viagem era curtinha), mas depois aprendemos e fomos nos enfiando na frente dos outros. Ficava um para guardar as malas e o outro ia pegar lugar. Ainda assim, era um empurra-empurra só. Quem disse que só brasileiro é mal educado…

Sobre a Flixbus-Polskibus: puta ônibus desconfortável e justamente nos trechos de viagem overnight. Os assentos quase não reclinavam, eram revestidos em couro, então escorregava muito, e os banheiros tavam sempre sujos. Na viagem Varsóvia-Cracóvia o vaso tava cheio até a boca, tava nojento. Mas a Entidade dos Viajantes Fudidos (EVF) deu um jeito e por algum motivo, explicado em polonês, trocamos de ônibus no primeiro terço da viagem e o banheiro tava usável. Ufa!!

Foram muito cansativas essas viagens noturnas, mas se não fossem por elas, teríamos perdido dois dias, ou seja, teríamos cortado Varsóvia do roteiro. Além disso, eram trechos longos, então imagina o tédio de fazê-la durante o dia…

Rodoviárias

Opinião geral sobre as rodoviárias: a maioria é um ponto de ônibus na rua, que você fica completamente perdido, não sabe se tá no lugar certo. Imagina isso somado ao fato de que quase ninguém fala inglês e só falam línguas bizarras… por isso que a gente sempre chegava cedo. Somente duas eram organizadas, a de Bratislava e a de Cracóvia, que tinha até telão dizendo qual era a plataforma e tal.

Bratislava
Bratislava surpreendeu. Não faça só um bate e volta.

Não sei se esse é um padrão do leste europeu, já que os outros países que conheci da Europa fiz somente uma viagem de ônibus (Barcelona-Valência com rodoviária clássica).

Intercity

Sobre a Intercity: apesar do parto para conseguir entender o site (até tem versão em inglês, mas algumas infos só estavam em polonês, a proprietária do nosso ap em Cracóvia era tão gente boa, que ela foi até a estação para confirmar as infos para a gente, uma fofa!), gostei bastante. Trens super confortáveis, lugares marcados, espaço para mala (mas chegue cedo, pq tem pouco espaço para malas grandes), teve até chazinho (ou café ou água)! Lembrou até os shinkansen japoneses (#saudades)!

Leo Express

Sobre a LeoExpress: perfeito! Ônibus super confortáveis, viagem agradável, deram até uma garrafinha de água para a gente! Tinha cafeteira no ônibus (mas só dava para usar qdo ele tava parado na rodoviária), os banheiros limpinhos. Ainda conseguimos comprar assentos na executiva no site pelo preço da econômica.

Valores

Valores dos trechos terrestres (por casal) em 03/2018:

  • Viena- Bratislava – 10 euros
  • Bratislava-Budapeste – 16 euros
  • Budapeste-Cracóvia – 23,80 euros
  • Cravócia-Varsóvia (trem)– 154 zloty (1 zloty = ~1 real, 1 euro = 4,32 zloty 10/07/2018)
  • Varsóvia-Praga – 27,80 euros
  • Praga – Cesky Krumlov – Praga – 25 euros

Para saber qual meio de transporte e qual companhia escolher, usei o GoEuro. Você coloca os trechos que você quer fazer e ele te dá todas as opções possíveis de trem, ônibus e avião. Depois ele te encaminha para o site da empresa escolhida.

Após muita pesquisa, decidi comprar todos os trechos já no Brasil (pagando as taxas absurdas do cartão de crédito), para não ter problema de não ter assento no dia e horário que eu queria. Acho que valeu a pena, ficamos bem mais tranquilos.

Internet

Com o fim do pagamento de roaming entre os países da União Europeia, a gente podia comprar um SIMCard em um país e usá-lo em todos os outros países como se ainda estivesse no primeiro. A ideia inicial era comprar da Vodafone ou T-Mobile, que tínhamos lido que tinham SIMCards pré-pagos para uso em toda a Europa.

No primeiro dia em Viena, fomos numa loja da T-Mobile e o balde de água fria veio, não tinham esse serviço, somente para clientes pós-pagos. “F*deu! Vamos ter que comprar um em cada país!”, foi nosso primeiro pensamento.

Chip de celular leste europeu

No entanto nos disseram para passar na MediaMarkt, uma loja de telefonia que vende acessórios pra telefone e SIMCards de todas as operadoras, que lá eles poderiam ter alguma opção.

Após um tempinho de espera (cerca de meia hora, porque só um atendente falava inglês e tinha uma mulher monopolizando o carinha), ele nos deu todas as opções disponíveis e a melhor era um SIMCard da própria MM, que dava 5GB na Áustria e 2GB no resto da Europa (essa parte a gente só descobriu depois, a gente achava que era 5gb geral), custando 6,99 euros.

O meu crédito acabou antes, porque eu ficava postando muita foto, mas o do yu durou a viagem toda e ainda sobrou (postar menos fotos da próxima vez, dona Barbara…). A velocidade era muito boa e pegou muito bem em todos os lugares. Bom e barato!

Essa loja está presente em 14 países europeus, então dá uma pesquisada antes de ir e veja qual a loja mais próxima de você!

Quanto levar de dinheiro?

Concluindo essa parte geral sobre o leste europeu, para essa viagem levamos 2000 euros para o casal, 100 euros por dia, para gastos com alimentação, passeios, transporte e compras. Ainda voltamos com 200 euros, mas só porque a gente esqueceu de levar dinheiro extra em um dia de compras e tivemos que pagar no cartão de crédito (odeio usá-lo, mas mesmo assim valeu a pena neste caso).

Bora saber o que fizemos em cada cidade?

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