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Roteiro África do Sul – Road Trip de 17 dias

Uma das melhores road trips (e viagens) que fizemos até hoje foi pela África do Sul. Contudo, não foi uma tarefa fácil decidir não só qual região visitar, mas também quais pontos inserir no nosso roteiro pela África do Sul, já que nosso tempo era relativamente curto.

No entanto, achei que ao longo dos 17 dias que passamos por lá, conseguimos explorar bem a região entre Port Elizabeth e Cape Town, nossos pontos de partida e chegada, respectivamente, passando por toda a Garden Route, pela região vinícola e fazendo alguns dias de Safari.

Amo a liberdade que só uma road trip proporciona!

Visto e Vacinas

Brasileiros não precisam de visto, somente do passaporte com pelo menos 6 meses de validade.

No entanto, você nem sai do país se não tiver o Certificado Internacional de Vacinação constando a vacina contra febre amarela. Nos foi pedido antes do embarque, no embarque e na chegada à África do Sul.

Moeda

A moeda sul africana é o Rand. Sua cotação geralmente fica em torno de R 1 = R$ 0,30. Consulte o site do Banco Central para cotações atualizadas ou utilize o app XE Currency

Saiba quais são os apps que sempre utilizo antes e durante minhas viagens!

Leve dólares ou euros e faça o câmbio na África do Sul. Não vale a pena levar rands já do Brasil.

Assim que chegar em Johanesburgo terão várias casas de câmbio lado a lado. Todas cobram comissão.  Cote antes em todas, a diferença pode ser enorme. Mas compre só um pouco no aeroporto.

A melhor cotação que pegamos ao longo de toda a viagem foi nos bancos ABSA ou FBM, mesmo com comissão. De qualquer forma, coloque no seu roteiro pela África do Sul esses bancos. Você troca direito no caixa! Quanto mais você compra, melhor a taxa de conversão.

Internet

Assim que chegamos em Johannesburgo, compramos no aeroporto um SimCard pré pago da operadora Vodacom, a mais recomendada. Em outubro de 2018 cada SimCard custou R105 e escolhemos o plano de 3GB por R229. O custo final de cada um ficou cerca de R$ 130,00, muito mais barato que os SimCards internacionais.

Gostamos muito do sinal. Funcionou muito bem toda a viagem! Valores atualizados e planos oferecidos você encontra no site da Vodacom.

De carro, transporte público ou com agências?

Entendo que muita gente tenha medo, receio de dirigir no exterior, ainda mais quando a mão de direção é inglesa. No entanto, nada te dará mais liberdade que alugar um carro, principalmente em um país de grandes proporções nos quais as opções de transporte público entre cidades e atrações não é tão bom quanto nos países europeus.

Por exemplo, fizemos uma viagem de 21 dias pela Europa Central utilizando somente transporte público nos nossos deslocamentos.

Agências

Eu, particularmente, não gosto de passeios com agências. São raros os que faço e somente quando não há outra opção disponível. Portanto, não posso opinar sobre agências e passeios oferecidos.

Baz Bus

Dentre umas das opções de transporte público para organizar seu roteiro pela África do Sul está o Baz Bus, que é como um hop-on hop-off, porta a porta entre mais de 200 acomodações em 40 cidades sul africanas, incluindo Cape Town, Stellenbosch, todas da Garden Route, Durban e Johanesburgo, dentre outras.

Mesmo que você não se hospede nas acomodações que o ônibus para em frente, você pode utiliza-lo, só ficar atento aos horários.

Achei uma opção muito prática e segura. Sem contar que numa dessas você conhece uma galera! Os reviews são muito bons e os preços bem convidativos!

Nas cidades maiores você tem como opção de deslocamento ônibus, táxi (são chamados de cabs ou meter cabs – a corrida pode ser negociada – verifique se o taxímetro não está ligado, neste caso), uber e minivans (são chamadas de táxis. São tipo uma lotação).

Aluguel de carro

Para alugar carro na África do Sul não é exigida a PID. No entanto, li diversos relatos de que policiais paravam os carros e diziam que não entendiam a carteira de motorista, enrolavam e acabavam multando.

Aconteceu exatamente isso com um amigo 1 mês após nosso retorno. Ele escapou da multa só porque também era policial.

Por este motivo, para evitar dores de cabeça desnecessárias, decidimos emitir a PID (que facilitou muito nossa vida também na Namíbia e Turquia, países que também não a exigem para estadias de até 6 meses).

Já pensou em fazer uma road trip pela Turquia? Apesar das dificuldades, conseguimos explorar melhor as regiões da Capadócia e do Curdistão Turco.

Outra dica importante é escolher um carro automático, pois será uma coisa a menos para pensar ao dirigir um carro na mão inglesa. Não sei dizer se em todos os carros automáticos é assim, mas no que alugamos a seta e limpador de para-brisas não mudavam a posição em relação aos carros de mão francesa. Um mico a menos (que compensamos com louvor na Namíbia, cada seta eram gargalhadas sem fim!!).

Apesar do nó inicial, a gente acostumou até que rápido com essa nova forma de conduzir. Não que isso tenha evitado as várias vezes que fomos para a porta errada na hora de entrar!!!

Tem algo errado…

As coisas que não são tão instantâneas de se adaptar, mas logo se acostuma: o lado para onde se olha na rotatória, a pista que se entra ao fazer uma conversão e obedecer aos comandos do carona (você esquece para que lado é a direita e pra que lado é a esquerda).

As estradas

As estradas que passamos ao longo do nosso roteiro pela África do Sul eram muito boas e somente duas eram pedagiadas: a Garden Route perto do Nature’s Valley e a Chapman’s Peak.

Vale ou não vale o pedágio?

Ah! Verifique se o carro que você alugou tem o “Sem Parar” deles. O nosso tinha e o primeiro pedágio pagamos por ele. É na mesma cabine que você pagaria em dinheiro. A gente preferia pagar em dinheiro, mas ele lê muito rápido. Nem deu tempo de pedir para pagar em cash. No entanto, o da Chapman’s Peak você só pode pagar em dinheiro (Valor em out/2018 – R47).

O nosso aparelhinho tava em cima do retrovisor.

Etiqueta na estrada

Uma característica muito interessante da África do Sul é que ao ultrapassar um veículo, e este facilitar a passagem, a forma de agradecer não é dando dois toques na buzina como fazemos aqui no Brasil (ou ao menos aqui em Sampa), mas sim ligar o pisca alerta e deixar ele dar duas piscadas ao final da ultrapassagem. Geralmente respondem com uma piscada de farol!

Você não precisa pedir passagem para ninguém, lá todo mundo te dá passagem logo que você se aproxima e ninguém fica moscando na faixa da esquerda (que no caso, é da direita).

Respeite a velocidade permitida para não correr o risco de ser parado pela polícia, que tem bastante, ou tomar uma multa pelos radares eletrônicos (tomamos duas em Cape Town…).

Hospedagem

Com exceção da hospedagem durante o safari, quando nos hospedamos dentro do Addo Elephant National Park, as demais ficamos em Airbnb. E olha, foram os melhores que nos hospedamos até hoje. Muitos ofereciam café da manhã, anfitriões super gente boa, gentis e sempre dispostos a ajudar. Foram experiências bárbaras!

Do quintal do nosso Airbnb em Hermanus!

Essa viagem foi também um divisor de águas na forma como eu as organizo. Sempre fui de ter cada pedacinho da viagem muito bem planejado. No entanto, nesta eu precisava deixar alguns dias em aberto, sem reserva de hospedagem, pois neles tinham duas opções a seguir. Ou seja, dependendo da escolha, a gente terminaria o dia em uma ou outra cidade.

Fiquei super nervosa com isso. Mas havia lido em alguns blogs que haviam optado também em deixar dias em aberto e não tiveram problemas em encontrar hospedagens legais, seja pelo booking, seja pelo Airbnb.

Demos sorte nas duas que escolhemos de última hora, uma delas tinha um café da manhã super farto. Ampliou de uma forma nossos horizontes que as viagens após essa foram muito mais leves, com relação ao planejamento e ansiedade.

Tem que ter planejamento, com certeza. Mas não precisa ser tudo tão engessado. Aprendi a deixar espaço para o acaso e ainda não nos arrependemos desde então!

Outras informações importantes

  • O padrão de tomada da África do Sul (e da Namíbia também) é bizarríssimo. Nem os adaptadores universais têm aquele padrão. O providencie assim que chegar no país.
  • Apesar de possuir 11 idiomas oficiais no país, quase todo mundo fala inglês! Então fique tranquilo!
  • Pode beber água da torneira felizão. Sempre enchíamos nossas garrafas assim e não tivemos nenhum piriri ao longo da viagem!
  • A comida sul africana é deliciosa. Não deixe de provar o famoso braai (churrasco africano na lenha), carne de avestruz, carnes de caça (as dezenas de antílopes) e os frutos do mar.
  • A gorjeta gira em torno dos 10%, como aqui no Brasil, mas não vem incluída na conta. É cultural também dar gorjeta para o frentista.
E esses camarões gigantes!

Roteiro de 17 dias

A maior dúvida inicial era: onde fazer o safari? Com certeza o primeiro lugar que veio à sua cabeça foi o Kruger. Na minha também! No entanto, eu tinha duas certezas: ia ter região vinícola e ia ter Garden Route.

Para a Garden Route eu precisava de uns 5 dias. Para a região vinícola uns 3 dias, para Cape Town mais uns 4/5 dias. Oops, já deu o tempo das nossas férias. Como encaixar o Kruger nisso que era tão fora de mão? Iria ter que cortar algo ou tentar uma alternativa ao Kruger.

Foi aí que descobri o Addo Elephant National Park, que fica a cerca de 1h de Port Elizabeth, geralmente o ponto final ou inicial da Garden Route. Opa! Vamos pesquisar sobre ele.

Self drive no Addo Elephant National Park.

Já expliquei um pouco da história do Addo previamente, mas, resumindo, ele se encaixou como uma luva no nosso roteiro!

Logo, decidimos nessa viagem não conhecer Johanesburgo, Pretoria, rota panorâmica e o Kruger, que ficarão para uma próxima viagem pelo país. Sim, queremos voltar. A África do Sul tá no nosso top 2 melhores viagens da vida!!

Resumindo, nosso roteiro pela África do Sul ficou assim:

  • 1º dia – Port Elizabeth
  • Dias 2 a 4 – Addo Elephant National Park e início da Garden Route
  • Dias 5 a 7 – Garden Route
  • 8º dia – Fim da Garden Route e Oudtshoorn
  • 9º dia – Cape Agulhas
  • 10º dia – Hermanus
  • Dias 11 a 13 – Região Vinícola
  • Dias 14 a 17 – Cape Town
Se não estivéssemos de carro, não teria rolado essa parada!

Em breve, detalho cada trecho dessa viagem! Mas já dá para ter um gostinho no texto sobre os 10 mais da África do Sul!

Quer saber qual foi a experiência mais barbara que já tive na vida? Pois é, foi na África do Sul!!

Quanto custou viajar para a África do Sul?

Custos podem variar muito dependendo do seu estilo de viagem, ou seja, em que tipo de hospedagem prefere ficar, se faz suas refeições sempre em restaurantes, o quanto compra, o quanto gosta de vinho…

Por exemplo, em 2 dias de safari você pode gastar cerca de R$ 2300,00 como nós com hospedagem, passeios e alimentação ou pode gastar cerca de R$ 9000,00 ao escolher hospedagens de luxo em reservas privadas.

Esses foram nossos gastos com o roteiro de 17 dias pela África do Sul:

Custos para um casal de um roteiro de 17 dias de carro (road trip) pela África do Sul.

Detalhamento dos gastos:

  • Rodamos cerca de 2300-2400 quilômetros ao longo dessa viagem. Combustível lá é mais caro que aqui, a gasolina girava em torno dos 4,5-5 reais o litro;
  • No quesito “Alimentação”, todos os dias fazíamos uma das refeições em restaurantes (geralmente o almoço). As demais cozinhávamos no apartamento. Ah! Todas incluindo vinho ou cerveja!
  • No campo “Passeios” estão incluídos todos os ingressos para atrações, como também as taxas de entrada dos parques nacionais;
  • O campo “Compras” pode variar bastante entre os viajantes. No nosso estão incluídas as 25 garrafas de vinhos que trouxemos. Se você é apaixonado por vinho e pretende visitar as vinícolas, já deixe uma boa quantia separada;
  • Em “Outros” entraram: um pedágio, um estacionamento, dinheiro para flanelinhas e o adaptador.

E aí, empolgado para fazer essa viagem? Cada vez que escrevo sobre a África do Sul fico com mais vontade de voltar!

Cape Agulhas

Inspire-se!

Eu adoro uma viagem de carro. Se você for como eu, também vai querer outras ideias de road trips por esse mundão. Se inspire com os textos dos demais participantes:

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