Além de Seul e Busan: vale a pena incluir Sokcho no roteiro pela Coreia do Sul?
Sokcho é o tipo de destino que quase nunca aparece nos roteiros clássicos pela Coreia do Sul — e talvez seja justamente por isso que ele surpreende tanto.
Quando comecei a planejar minha viagem, sabia que não queria atravessar o mundo para conhecer apenas as grandes cidades. Apaixonada por trilhas, natureza e lugares menos óbvios, eu queria algo além do eixo tradicional. Foi assim que cheguei ao Parque Nacional de Seoraksan — e, consequentemente, a Sokcho.
A cidade costeira, cercada por montanhas dramáticas, tem um ritmo muito mais tranquilo do que Seul ou Busan. Mas também exige um pouco mais de planejamento — especialmente quando o transporte público decide testar sua paciência.
Entre templos à beira-mar, budas gigantes e um pequeno “perrengue” logístico, vivi ali um dos pontos altos da minha viagem.
Neste guia, te conto se vale a pena incluir Sokcho no seu roteiro pela Coreia do Sul, como organizar a visita e o que realmente esperar da experiência.

Não deixe de ler também o guia geral da Coreia do Sul, onde reuni várias dicas práticas para planejar sua viagem.
Vale a pena incluir Sokcho no roteiro pela Coreia do Sul?
Sokcho é o tipo de lugar que foge completamente do roteiro urbano tradicional pela Coreia do Sul, oferecendo um ritmo mais tranquilo, paisagens dramáticas e experiências ao ar livre que dificilmente você encontrará nas grandes cidades.
Ela está a cerca de 2h30 de estrada desde Seul — com rodovias excelentes e uma viagem bastante confortável, na região nordeste, bem próxima da fronteira com a Coreia do Norte.
Mas Sokcho não se resume somente ao Parque Nacional de Seoraksan. Praias, frutos do mar frescos, uma pequena vila de pescadores, templos à beira-mar e nasceres do sol cinematográficos tornam o destino ainda mais especial para quem aprecia autenticidade e contato com a natureza.
Se esta é sua vibe, definitivamente você dever inclui-la no seu roteiro pela Coreia do Sul.
Como chegar em Sokcho
Apesar da incrível malha ferroviária sul-coreana, não há opções diretas de trem entre Seul e Sokcho.
Assim, restam três possibilidades para quem deseja incluir Sokcho no roteiro:
- Excursão organizada – geralmente são tours bate e volta. A viagem é longa e você não terá tempo de aproveitar o lado B da Coreia desta forma. Diferentemente do Jisan Forest Resort, que a logística uma pouco mais complicada faz valer muito a pena o tour de um dia saindo de Seul;
- Carro alugado – como o transporte público na Coreia do Sul é excelente, nem cogitei essa alternativa. Além do custo, há burocracia, estacionamento, combustível, pedágios, regras de trânsito a considerar. Pode ser uma opção a se considerar caso vá explorar mais o país.
- Ônibus direto – definitivamente o melhor custo-benefício.
a) De onde saem os ônibus para Sokcho?
Os ônibus saem diariamente, a cada 30-40 minutos, das rodoviárias Express Bus Terminal ou Dong Seoul Terminal, em Seul.

A viagem dura entre 2h30 e 3h, dependendo do trânsito e das condições climáticas.
Na nossa experiência, a ida levou 2h30. Já a volta passou de 3h por causa do trânsito intenso na chegada a Seul, especialmente porque chegamos próximo ao horário do rush – vale considerar isso ao planejar o seu retorno.
Existem três categorias de ônibus intermunicipais:
- Economy (Ilban): 4 assentos por fileira (2+2);
- Excellent (Udeung): 3 assentos por fileira (2+1), equivalente ao nosso executivo;
- Premium: O mais luxuoso, com cortinas, tela individual e poltrona que reclina quase 180°.
Tanto na ida como na volta usamos o Excellent e a viagem foi extremamente confortável. As poltronas são amplas, com bastante espaço para as pernas, reclinam bem e contam com tomadas e entradas USB individuais.

b) Onde comprar as passagens?
Turistas não conseguem comprar passagens no site oficial coreano, pois é necessário um número de telefone local para cadastro.
Se quiser garantir seus bilhetes com antecedência, você pode utilizar plataformas como Klook (minha preferência) ou Trip.com, que aceitam cartão internacional.
Viajando na baixa temporada, como foi o nosso caso, também é possível comprar diretamente na rodoviária no dia da viagem (tanto na ida como na volta) — seja nos guichês tradicionais ou nos terminais eletrônicos.

Observação: Diferentemente do que aconteceu no nosso bate e volta para Nami Island, você pode deixar para comprar as passagens de volta no dia, se estiver viajando na baixa temporada, pois há mais opções de horários disponíveis. Mas se não quiser arriscar, compre assim que chegar na rodoviária em Sokcho!
Os guichês eletrônicos têm opção de idioma em inglês, são intuitivos e aceitam cartão internacional. Para quem não fala coreano, achei a opção mais prática.
Importante!
Sokcho tem DUAS rodoviárias:
- A Sokcho Express Bus Terminal (Sokcho Express): Fica perto da praia, no sul da cidade.
- A Sokcho Intercity Bus Terminal (Sokcho Intercity): Fica mais ao norte, perto do porto.
Prefira a primeira opção, pois está mais próxima dos principais atrativos e infraestrutura da cidade.

c) Posso usar o T-money para pagar por passagens intermunicipais?
Não. Como expliquei no guia prático sobre o T-Money, o cartão não funciona para ônibus intermunicipais nem para trens de longa distância.
Você precisará utilizar cartão de crédito internacional, seja nas plataformas online ou diretamente na rodoviária.
Como se locomover em Sokcho
Se locomover em Sokcho não é muito diferente de Seul, mas há uma particularidade importante que você precisa saber para evitar estresse desnecessário.
A cidade não possui transporte ferroviário. Toda a locomoção é feita por ônibus municipais e intermunicipais, que atendem os principais pontos turísticos — e todos aceitam o T-Money como forma de pagamento.
Por não haver estações de metrô ou trem, a recarga do T-Money deve ser feita em lojas de conveniência. Não é preciso falar coreano: basta mostrar o cartão ao funcionário e entregar o dinheiro em espécie.
a) Principais linhas para o turista
Essas duas linhas você provavelmente usará durante sua estadia em Sokcho:
- Linhas 7 e 7-1 – ônibus direto para o Parque Nacional de Seoraksan (para praticamente na porta).
- Linhas 9 e 9-1 – levam até o Templo Naksansa.
Para outros destinos, consulte o Naver Map — um dos aplicativos essenciais para viajar pela Coreia do Sul.
b) A particularidade: não passe pelo nosso perrengue
Sabemos que o T-Money permite integração entre diferentes linhas de ônibus. Então decidimos sair do Parque Nacional de Seoraksan e seguir para o Templo Naksansa, economizando com a integração.
O plano era simples: pegar as linhas 7 ou 7-1 até a avenida principal e, de lá, trocar para as linhas 9 ou 9-1. Fácil, certo?
Errado.
Mal entramos no segundo ônibus, o motorista começou a gritar e gesticular com a gente. Não entendemos nada. Estávamos pegando nossos T-Money para validar. Pensamos: “Nossa, que pressa! Já vamos passar”.
Ao passar o cartão, foi cobrado o valor cheio da passagem. Estranhamos — a integração não deveria funcionar?
Quando chegamos ao ponto do templo, o motorista não abriu a porta traseira e obrigou todos a descerem pela frente. Ao chegar nossa vez, ele nos barrou com o braço, gritou e fez sinal para passarmos o cartão novamente. Foi cobrado um valor adicional.
Ficamos extremamente put*s. Na nossa cabeça havíamos perdido a integração. Pior: parecia até algum tipo de implicância com estrangeiros.
Resultado
Não conseguimos aproveitar o templo, que estava lindo com a luz do fim do dia. Quase não tirei fotos. Fiquei remoendo aquela história e pensando no que nos esperava na volta.

Ficamos aliviados ao ver que o motorista do ônibus seguinte era outro. Ele sinalizou para aguardarmos enquanto registrava manualmente um valor na máquina antes de validarmos o T-Money.
O valor cobrado era equivalente à passagem normal mais aquele valor extra anterior. Começamos a prestar atenção nos outros passageiros que embarcavam. Nos dois ou três pontos seguintes, o motorista fez a mesma coisa: inseria manualmente um valor diferente antes da validação.
Foi aí que entendemos que havia uma cobrança extra. Mas por quê?
Já no hotel, com a cabeça fria, pesquisamos e finalmente compreendemos a situação.
O Templo Naksansa (낙산사) não fica no munícipio de Sokcho, mas sim em Yangyang.
Ao mudar de município:
- A integração automática do T-Money não funciona;
- Existe uma diferença tarifária;
- O motorista precisa incluir manualmente esse valor extra.
Provavelmente essa informação estava disponível em coreano no Naver Map — ou simplesmente não estava clara para turistas.
Mas agora você já sabe. E pode evitar o nosso “puro suco do caos” logístico!!
c) Taxi ou carro por aplicativo.
Os táxis são abundantes em Sokcho, mas o custo-benefício depende do seu bolso e da sua pressa. Para trajetos curtos (como da rodoviária ao seu hotel com malas), pode valer pagar pelo conforto.
No entanto, para trajetos mais longos, a diferença pesa: enquanto o ônibus para o Templo Naksansa custou cerca de 4.000 won para o casal, o táxi para o mesmo trajeto pode chegar a 15.000 – 20.000 won. Na ponta do lápis, é uma diferença de quase 4 ou 5 vezes o valor.
Minha dica: Use o ônibus para os passeios turísticos (economize para um jantar legal!) e deixe o táxi apenas como um “plano B” de emergência caso o ônibus demore muito e você tenha horário marcado para o ônibus de volta a Seul, por exemplo. A maioria dos táxis aceita T-Money ou cartão internacional.
Onde ficar em Sokcho
Aqui vai depender muito do seu principal objetivo na cidade:
a) Quer praticidade e boa localização?
Se a ideia é ficar perto de transporte, restaurantes, mercados e ainda conseguir ir caminhando até a praia, você tem duas boas regiões:
- Próximo ao Sokcho Express Bus Terminal – nossa escolha
- Na beira-mar
b) Quer explorar intensamente o Seoraksan?
Nesse caso, vale buscar algum dos resorts próximos ao parque.
Mas fique ciente de que as opções de restaurantes por lá são bem limitadas.
Mesmo querendo fazer dois dias de trilha, eu não me hospedaria nessa região justamente por isso. Prefiro ter mais liberdade de escolha e locomoção.
Por que escolhemos ficar perto do terminal?
Foram quatro motivos principais:
- Passaríamos apenas duas noites na cidade —estar a poucos passos do terminal facilitava muito a logística com malas.
- Estávamos a metros do ponto das linhas 7, 7-1, 9 e 9-1, que levavam aos nossos principais pontos de interesse.
- Muitas opções de restaurantes, lojas de conveniência e um supermercado literalmente do outro lado da rua.
- Distância curta da praia e da lagoa — dava para fazer tudo a pé.
Para uma estadia curta, foi a decisão perfeita.
Nossa experiência no Sokcho Mari Vista Hotel

Escolhemos o Sokcho Mari Vista Hotel atraídos pela proposta de “apart-hotel” e pelas fotos que mostravam uma mini cozinha.
Como queríamos economizar e preparar pelo menos o café da manhã, ter um fogão era essencial.
E aí veio o balde de água fria.
Apesar do cooktop estar lá, fomos informados no check-in que ele não poderia ser usado.
Fica o alerta: se cozinhar é importante para você, saiba que ali a cozinha é praticamente “cenográfica”.
No fim das contas, conseguimos nos virar porque a localização era excelente e havia muitas opções por perto. Mas é sempre frustrante quando você cria uma expectativa baseada no anúncio e a realidade não acompanha.
Fora este pequeno problema, a localização e o quarto são excelentes. Recomendo com essa ressalva.
Quantos dias ficar em Sokcho?
Se você quer explorar o Parque e ainda curtir os atrativos da cidade, 3 dias (2 noites) são o ideal.
No nosso roteiro de 2 noites, tivemos:
- uma tarde
- um dia inteiro
- uma manhã.
Foi bom? Foi. Mas ficou apertado.
Senti falta de:
- fazer uma segunda trilha no Seoraksan
- visitar o Templo Naksansa com a calma que ele merece
- visitar o mercado de peixe.
Sokcho tem aquele ritmo que pede desacelerar. Dá para fazer em dois dias, mas se você puder encaixar uma noite extra, a experiência fica muito menos corrida e mais proveitosa.
Agora se a sua ideia for fazer uma trilha no parque ou somente subir o teleférico e dar uma volta na praia, duas noites funcionam bem.
Melhor época para visitar Sokcho
Primavera e verão – para quem ama praia
Se a sua prioridade é aproveitar a praia, essas são as melhores estações.
Mas esteja ciente: é alta temporada.
Muitos coreanos, especialmente quem mora em Seul, viajam para essa região nessa época. Resultado? Praias cheias e hospedagens disputadas.
Se for nesse período:
- reserve com antecedência
- espere mais movimento
- e abrace o clima animado do verão coreano
Outono – a queridinha dos trilheiros
O Parque Nacional de Seoraksan fica absolutamente lindo com as cores de outono.
É média temporada, mas ainda assim bastante procurada por causa da folhagem. Vale se planejar com antecedência.
Inverno – frio intenso, céu perfeito

O inverno em Sokcho é sério. O vento que vem do mar deixa o frio mais “cortante”, daqueles que atravessam o casaco. Capriche nas camadas.
Por outro lado:
- o céu costuma estar limpíssimo
- as montanhas ficam incrivelmente nítidas
- o nascer do sol no mar continua surreal
- E o melhor: dá para fazer trilhas no parque com bem menos gente e muito mais silêncio.
Não é época de praia, mas isso não tira nem um pouco a beleza da experiência.
Nosso roteiro por Sokcho na Coreia do Sul
Dia 1 – Tarde e noite
Chegamos em Sokcho no meio da tarde. Deixamos nossas malas no hotel e pegamos um ônibus até Sokcho Lighthouse, de onde se tem belas vistas do mar e das montanhas. A subida até a base é gratuita, mas até o topo do farol é paga. Achei totalmente opcional, pois a vista da base já me satisfez!


A uma curta caminhada está Yeonggeumjeong Sunrise Pavilion. São pavilhões a beira mar, interligados por passarelas. A luz do fim do dia deixou o lugar ainda mais encantador.

Se gostar de frutos do mar, toda essa região está cheia de restaurantes com tanques na porta para você escolher sua próxima refeição.
Passamos porque queríamos jantar na Abai Village, uma vilasituadanuma pequena ilha que preserva casas tradicionais coreanas e tem forte presença de refugiados norte-coreanos.
A galera pira com o acesso por uma balsa movida por cordas e força humana, mas hoje já é possível chegar por elevadores e escadas na ponte, que foi a nossa opção.


Infelizmente, quase não havia restaurantes abertos, então acabamos comprando sushis fresquíssimo no supermercado em frente ao hotel e jantando no nosso quarto. Não era exatamente o planejado, mas também não decepcionou!

Dia 2 – Dia inteiro
Tomamos café da manhã e pegamos o ônibus para Parque Nacional Seoraksan.
Chegando ao parque já ficamos de boca aberta. Que lugar lindo! Era muito mais do que eu havia visto nas fotos! Iniciamos pela trilha Ulsanbawi Rock, umas das mais populares do parque, mas que num dia de semana no inverno cruzamos com menos de 10 pessoas!


A vista de 360° lá do alto vale cada gota de suor que ficou embaixo do casaco. Fazia 8 graus negativos, um dia maravilhoso de sol e céu azul. Definitivamente fazer trilha no frio é muito mais gostoso que no calor!!!
Antes de almoçarmos, passamos pelo Sinheungsa Unification Great Buddha (Tongil Daebul) e o Seoraksan Sinheungsa Temple. Paramos em um dos poucos restaurantes do parque que estava aberto. A comida não estava ruim, mas também não foi memorável. Ou talvez a gente não tenha feito uma boa escolha.

Vista sem trilha!
Em seguida fomos para o Seoraksan Cable Car – este é pago16 mil won ida e volta – jan/2026 -para subir ao pico de Gwongeumseong. As vistas de lá são tão lindas quanto da Ulsanbawi Rock, sendo uma ótima opção para quem quer ver a vista sem esforço.

Como o Yu estava cansado da primeira trilha, abortamos a segunda e fomos para o Templo Naksansa que foi aquele caos que já contei…
O Templo Naksansaé um dos templos mais bonitos da Coreia. Ele fica sobre um penhasco de frente para o mar — o que o torna diferente da maioria dos templos coreanos. Na parte mais alta está a estátua branca gigante Haesugwaneumsang, que “olha” para o oceano. É um lugar de paz absoluta (ou pelo menos era para ser… a depender da quantidade de visitantes e se você não passou por um perrengue antes!).

Cansados e estressados por causa do perrengue, ficamos de bode de comer fora e compramos qualquer coisa no mercado para comer no hotel.
Dia 3 – Manhã e almoço
Acordei cedo, antes do nascer do sol para correr. Adoro corres nas minhas viagens, conheço partes da cidade que não conheceria de outra forma.
Vi um dos mais lindos nasceres do sol na Sokcho Beach, enquanto corria nocalçadão delicioso para caminhar, correr ou pedalar.

Dali segui para Cheongchoho Lake Park e descobri que lá tem até uma pista de atletismo!
Encontrei com o Yu para tomarmos café da manhã na rua, arrumamos as malas e fizemos check out.
Voltamos na Sokcho Beach para ele conhecer. Além do calçadão, há vários restaurantes de frutos do mar, a roda-gigante Sokcho Eye e, na temporada, saem passeios de barco dali, inclusive para mergulhar.

Um detalhe que nos chamou atenção: havia placas ao longo do calçadão alertando para a presença de tubarões na área e pedindo cautela ao entrar no mar. Não é algo comum, mas os avisos estavam lá — então vale sempre respeitar as orientações locais antes de nadar.
Depois demos uma volta no Cheongchoho Lake Park, visitamos a Expo Tower, com seu formato peculiar, a belíssima vista das montanhas que se tem ali e sentamos um pouco observando o dia a dia dos locais.


Onde comer em Sokcho
Antes de irmos embora, paramos neste restaurante bem pertinho do terminal e do nosso hotel para almoçarmos. A refeição é estilo churrasco coreano, em que preparamos tudo na mesa. Pedimos lulas, que estavam maravilhosas, mas extremamente apimentadas, e olha que gostamos de pimenta. Suamos mais que na trilha do dia anterior!!!


Restaurante de frutos do mar em Sokcho.
Felizes e alimentando pegamos nossas malas, compramos as passagens e retornamos para o aeroporto, dali iríamos iniciar nossas experiências bárbaras na China!!!
Só ficou faltando mesmo no nosso roteiro almoçar no Mercado local de peixe – Sokcho Tourist & Fishery Market, porque chegamos tarde no primeiro dia.
O que achei de conhecer Sokcho no inverno
Fantástico.
A cidade estava tranquila. Pudemos realmente aproveitar tudo com calma, sem multidões.
Não somos muito de praia (apesar de gostarmos de mergulhar), então não foi um problema.
O único ponto negativo foi a Abai Village. Imaginando cores, aromas, movimento, nos deparamos com poucos restaurantes abertos, pouca iluminação e um cheiro de peixe passado nada convidativo.
Talvez no fim de semana seja diferente, mesmo no inverno.
Ainda que tenhamos passado por um perrengue bárbaro e isso tenha nos deixado momentaneamente chateados com Sokcho, hoje, com a cabeça fria, tenho certeza de que incluí-la no meu roteiro pela Coreia do Sul foi o diferencial da nossa viagem.
Não me leve a mal, adoro K-pop e k-dramas. Mas foi ali, entre montanhas e mar, que minha viagem deixou de ser “muito legal” para se tornar uma experiência bárbara!
FAQ (Perguntas Frequentes)
É possível, mas não é recomendável. Reserve ao menos uma noite na cidade.
Sim. Porém para o Templo Naksansa (em Yangyang), o motorista ajusta o valor manualmente antes da validação.
Não é possível reservar online. A compra é feita na bilheteria. Em fins de semana e alta temporada, chegue cedo.
Utilizando ônibus circulares que atendem bem os principais pontos turísticos.
De ônibus expresso. A viagem leva cerca de 2h30 a 3h.
No mínimo duas noites para combinar parque e cidade com calma.
Vale muito. A cidade fica mais tranquila, mas alguns estabelecimentos podem fechar mais cedo, especialmente durante a semana.


