No topo do pico Ulsanbawi Rock

Parque Nacional Seoraksan no inverno: trilha da Ulsanbawi Rock e teleférico

Se existe um destino que prova que a Coreia do Sul vai muito além das luzes de Seul, esse lugar é o Parque Nacional Seoraksan — especialmente no inverno, quando o parque revela um contraste interessante de experiências.

De um lado, o desafio físico de encarar a famosa trilha da Ulsanbawi Rock sob temperaturas negativas. Do outro, a contemplação absoluta ao subir o teleférico e ver o Mar do Leste encontrando as montanhas.

Muita gente evita as trilhas do parque durante o inverno, temendo o frio extremo e a falta das paisagens coloridas das outras estações. Mas a verdade é que o ar gelado de Sokcho traz uma paz difícil de encontrar em outras épocas do ano — além de uma nitidez impressionante nos dias frios.

Vista do Pico Gwongeumseong com a Ulsanbawi Rock ao fundo

Seja vencendo os degraus da Ulsanbawi ou curtindo a vista sem esforço do teleférico, visitar o Seoraksan no inverno é um convite à contemplação. Mesmo quando a neve resolve não aparecer, esse parque continua sendo um dos pontos altos de qualquer roteiro pelo nordeste da Coreia do Sul.

Este post faz parte da minha série sobre nossa viagem pela Coreia do Sul. Se você ainda está planejando o roteiro, comece pelo Guia geral para sua primeira viagem à Coreia do Sul, que inclui uma lista dos apps essenciais para o país.

Onde fica o Parque Nacional Seoraksan e como visitá-lo

Reconhecido como Reserva da Biosfera pela UNESCO, o Parque Nacional Seoraksan não é apenas mais um parque de montanha na Coreia do Sul. É um verdadeiro santuário de biodiversidade e paisagens impressionantes.

Localizado no nordeste do país, ele é extremamente acessível para quem está hospedado em Sokcho — o ônibus praticamente deixa você na porta do parque. Por isso surge a dúvida clássica de muitos viajantes: dá para fazer um bate e volta saindo de Seul?

Sendo bem sincera: até dá. Mas é uma maratona de cerca de seis horas de estrada (ida e volta) para tentar espremer tantos atrativos em poucas horas.

Se você, como eu, gosta de sentir o lugar e não apenas “bater o ponto”, vale muito mais a pena dormir em Sokcho. A paz de chegar ao parque logo na abertura, antes das excursões vindas de Seul, não tem preço — especialmente na alta temporada.

Como chegar ao Seoraksan saindo de Sokcho

A forma mais fácil de visitar o Parque Nacional Seoraksan é utilizar ônibus locais que ligam o centro de Sokcho diretamente à entrada do parque em cerca de 30 minutos.

No meu guia detalhado de Sokcho eu explico exatamente qual ônibus pegar e também compartilho dicas práticas de onde se hospedar e outros atrativos da região, para tornar sua experiência ainda mais completa e bárbara.

💡 Dica prática: o cartão T-money funciona em Sokcho, mas o uso fora de Seul tem algumas particularidades.

Como é visitar o Seoraksan no inverno

Não sei se sou só eu, mas sempre achei que qualquer lugar com temperaturas negativas no inverno seria sinônimo de paisagens branquinhas.
Bobinha ela!

O inverno pode ser gelado e quase não nevar — algo bastante comum na Coreia do Sul e também em partes da China. Os invernos nessa região costumam ser muito secos. Se não chove, não tem como formar neve.

Vista da janela do Mari Vista Hotel para as montanhas do Parque Seoraksan e da Expo Tower.
Vista do centro de Sokcho para as montanhas do Parque Seoraksan no inverno. Cadê a neve?

Quando comecei a pesquisar sobre visitar o Seoraksan durante o inverno, além de encontrar pouquíssima informação, o pouco que havia vendia uma imagem de metros de neve, trilhas fechadas e perigosas.

Estivemos em Sokcho no começo de janeiro e quase não havia neve acumulada na montanha — muito menos na cidade. Confesso que fiquei um pouco chateada de não ver aquela paisagem típica de inverno de séries e filmes.

Vimos alguns trechos com gelo — e esse é o verdadeiro perigo do inverno: o chamado black ice (gelo negro), que muitas vezes é invisível e pode causar problemas tanto para veículos quanto para pedestres.

Em Nami Island, bate e volta que fizemos saindo de Seul, também havia trechos com black ice.

Nestes poucos lugares havia sinalização para ter cuidado e até mesmo desvios, ou seja, a própria manutenção do parque deixa claro o que é ou não seguro fazer durante o inverno.

Visibilidade única!

Mas, se por um lado a neve fez falta para as fotos “de filme”, por outro, o inverno seco nos deu um presente que pouca gente comenta: a visibilidade.

Vista do Pico Gwongeumseong para o parque Seoraksan
Não tem neve, mas dá para ver cada detalhe das montanhas do Seoraksan!

No verão úmido da Coreia, a neblina é constante. Em janeiro, o ar é tão límpido que as montanhas parecem desenhadas em alta definição. Você consegue enxergar cada detalhe das fendas nas rochas e, lá do topo, o azul do Mar do Leste brilha com uma intensidade surreal.

Então, vale a pena visitar o Parque Nacional Seoraksan no inverno?

Se você está se perguntando se vale a pena visitar o parque nessa época mesmo sem neve garantida, minha resposta é sim — e sem hesitar.

É uma beleza bruta e imponente. Talvez você não encontre o cenário branco de cartão-postal que aparece em algumas fotos, mas em compensação ganha montanhas extremamente nítidas, silêncio, trilhas vazias e um céu azul profundo encontrando o mar.

Vai por mim: o inverno (mesmo seco) conquista. Só não esqueça o protetor labial e um bom hidratante — o vento de Sokcho não perdoa a pele desavisada!

O que fazer no Parque Nacional Seoraksan no inverno

1. A Base do Parque: Impacto Imediato

Logo que você sai do ônibus já se sente pequeno diante da cadeia montanhosa que cerca o parque. Fiquei ainda mais chocada com uma cachoeira completamente congelada no alto de uma das montanhas.

Vista do parque com cachoeira congelada.
Conseguem ver a cachoeira congelada?

Ao entrar no parque, existem dois pontos que praticamente todo visitante acaba passando — seja quem pretende encarar as trilhas ou quem vai direto para o teleférico:

O Grande Buda da Unificação (Tongil Daebul)

É impossível entrar no Seoraksan e não notar sua presença.

A estátua do Buda sentado é feita em bronze dourado, com quase 15 metros de altura e pesando 108 toneladas.

Grande Buda da Unificação (Tongil Daebul) com Ulsanbawi Rock ao fundo.

Curiosidade: O número 108 é sagrado no budismo (representa os 108 desejos ou angústias mundanas que precisamos superar).

O nome Tongil significa “Unificação”. Sua construção levou uma década (de 1987 a 1997) e foi financiada por doações de pessoas como um símbolo de esperança para a reunificação das Coreias (Norte e Sul).

Curiosidade: Dentro do pedestal do Buda, existem três pedaços da roupa de Buda (relíquias) doadas pelo governo do Sri Lanka.

O silêncio do inverno, combinado com o céu azul profundo e as montanhas ao redor, nos permitiu contemplar com calma não apenas a beleza da estátua, mas também refletir sobre seu significado.

Templo Sinheungsa (신흥사)

Caminhando apenas alguns minutos após o Buda, você cruza uma ponte de pedra e entra neste complexo sagrado, que é considerado um dos templos Seon (Zen coreano) mais antigos da Coreia. Foi fundado originalmente no século VII, mas devido a incêndios, a estrutura atual data de cerca de 500 anos atrás.

Ponte de pedra que dá acesso ao templo Sinheungsa

Ele fica estrategicamente “abraçado” pelas montanhas. No inverno, o leve som do rio traz uma paz absurda.

A arquitetura clássica coreana, com as pinturas em verde, vermelho e azul nas vigas de madeira, seus telhados curvos de telhas escuras, é um contraste lindo com fundo marrom e cinza das montanhas e o céu extremamente azul de inverno.

Cores do templo Sinheungsa

Mesmo que seu foco sejam as trilhas ou a vista do teleférico, reserve alguns minutos para absorver a paz que esse lugar transmite.

2. Teleférico do Seoraksan (Seoraksan cable car)

Depois de absorver a paz do templo, chega a hora da decisão: pernas para que te quero ou o conforto das alturas?

O teleférico do Seoraksan é a salvação para quem tem pouco tempo ou quer poupar os joelhos, mas no inverno ele exige uma certa dose de sorte.

Como o vento em Sokcho não brinca em serviço, o teleférico pode fechar sem aviso prévio por questões de segurança. No dia da nossa visita o tempo estava perfeito, com céu azul e brisa muito leve.

Vista do teleférico de Seoraksan.
Grande buda, Templo Sinheungsa e Ulsanbawi Rock vistos do teleférico.

A entrada no parque é gratuita. No entanto, para usar o teleférico é necessário comprar ingressos. Apesar de existir a opção de comprar ingresso apenas de ida ou apenas de volta, não há acesso por trilha ao Pico Gwongeumseong. O teleférico é a sua única opção para o turista comum.

O ingresso one-way geralmente é utilizado por escaladores, que sobem o paredão escalando e voltam de teleférico.

Importante: não é possível comprar os ingressos com antecedência. Você tem que comprar na hora. Assim, na alta temporada se programe para não pegar muitas horas de fila.

Como visitamos o Seoraksan durante o inverno, entre a compra dos ingressos e a entrada no bondinho não passaram nem 10 minutos! Em janeiro de 2026 os ingressos de ida e volta custavam 16 mil wons por pessoa.

Chegando ao Pico Gwongeumseong você pode seguir por duas trilhas curtas (menos de 1 km), uma para o lado direito, que leva ao pico em si, e outra para o lado esquerdo que dá acesso ao Templo Anrakarm e pinheiro Muhaksong de 800 anos, ambas com vistas incríveis.

Aproveitando a sombra e a vista do pinheiro Muhaksong
Pinheiro Muhaksong

Vale ressaltar que, apesar de boa parte da trilha para o lado direito ter estrutura em madeira, ela não é acessível. Logo não é aconselhável para quem usa cadeira de rodas, muletas, bengalas e/ou tenha muita dificuldade de locomoção.

A maior parte das pessoas segue para o lado direito. Mas ao seguirmos para o lado esquerdo, não só tivemos uma vista só para nós, como também ela estava embalada pelos cânticos que vinham do templo. Foi um momento mágico!

3. A Estrela do Seoraksan: Trilha da Ulsanbawi Rock

A Ulsanbawi Rock é, sem dúvida, a formação rochosa mais icônica da Coreia do Sul. Trata-se de um conjunto de seis picos de granito que se estendem por quase 4 km de largura.

A Lenda da Pedra Viajante

Diz a lenda coreana que, quando o Criador estava construindo as montanhas de Geumgangsan (que hoje ficam na Coreia do Norte), ele convocou as rochas mais bonitas do país para irem até lá. A Ulsanbawi, que morava na cidade de Ulsan (daí o nome), partiu em uma longa jornada para o norte, mas como era muito grande e pesada, acabou se atrasando. Ao chegar na região de Seoraksan, soube que as montanhas de Geumgangsan já estavam prontas e não havia mais lugar para ela. Desapontada e exausta, mas encantada pela vista de Seoraksan, ela resolveu ficar ali mesmo.

O nome também pode estar relacionado à palavra coreana “uiri”, que significa “choro”. Especialmente durante o inverno, quando o vento sopra forte entre as fendas das rochas, a montanha parece estar chorando ou uivando.

Como é a trilha

Eu vou ser um pouco mais cautelosa nesta parte porque, como sou maratonista, minha percepção de esforço pode ser diferente da maioria das pessoas. Mas vou dar um pouco da sensação do meu marido Yuri (vulgo Yu), que nada e faz treinos de força regularmente, nivelando melhor com meus leitores.

O Caminho e a Mudança de Cenário

A trilha começa de forma muito tranquila: um caminho largo, bem pavimentado e arborizado que passa por pequenos templos encravados na floresta, mas sempre num pequeno aclive. Paramos para algumas fotos rápidas nessas estruturas coloridas que brotam entre as pedras, mas o nosso foco estava lá no alto.

Conforme avançamos, o terreno muda. O caminho de terra e pedras vai ficando mais estreito, a inclinação vai aumentando gradativamente e vamos nos aproximando da rocha nua.

Início da trilha para a Ulsanbawi Rock
Início
Se aproximando do paredão da Ulsanbawi rock.
Meio da trilha

De repente nos deparamos com uma placa indicando que só falta 1 km para chegar ao topo e um paredão! É aqui que você entende por que essa trilha exige preparo físico, apesar de não haver qualquer dificuldade técnica.

Prepare suas panturrilhas mais que seus joelhos, palavras do Yu, que já operou duas vezes o joelho direito!

O Desafio Final: Os 800 Degraus

O ápice da trilha da Ulsanbawi Rock é, literalmente, uma escadaria de metal “pendurada” no paredão de pedra. São cerca de 800 degraus na parte final. A cada degrau a vista vai ficando cada vez mais incrível, mas para quem tem medo de altura como eu, a perna vai bambeando cada vez mais.

Minha dica é não ter pressa. A parte da escadaria definitivamente é a pior. Exige demais das pernas e do fôlego. Dê um passo de cada vez, faça paradas curtas para apreciar a paisagem e siga o caminho sem muita demora.

Mas vamos pensar pelo lado bom. Antigamente, a subida era feita por uma escada de ferro quase vertical, tipo a via ferreata da Pedra do Baú. Recentemente, ela foi substituída por essa estrutura de madeira e metal muito mais moderna e segura. Ainda bem, porque eu desci a Pedra do Baú em prantos (hahahaha)!

A Recompensa no Topo

Chegar ao cume da Ulsanbawi Rock (870 metros de altitude) é uma das melhores sensações da vida. De um lado, você vê as agulhas de granito do Seoraksan; do outro, a cidade de Sokcho e o Mar do Leste. No inverno, com a nitidez que o ar seco proporciona, parece que, se olhar bem, dá até para ver o Japão (tô exagerando, tá!).

Vista de 360º do topo da Ulsanbawi Rock

Levamos cerca de 3h30 para completar a trilha de 8 km (ida e volta), incluindo as paradas. Geralmente a gente ficaria mais tempo no pico, mas ficar muito tempo parado foi esfriando demais nosso corpo, que não esquentava mesmo no sol.

Tempo, distância, altimetria, temperatura do dia em que fizemos a trilha para a Ulsanbawi Rock.

O que vestir para fazer trilha no Seoraksan no inverno

Por sorte não pegamos vento forte no dia que visitamos o Seoraksan. No entanto, mesmo a leve brisa tirava muito calor do nosso corpo quando fazíamos as curtas paradas durante a subida. Some a isso os deliciosos 8 graus negativos de temperatura.

Por este motivo é muito importante que você se vista apropriadamente, em camadas, para não sofrer demais com o calor que dá durante a subida e o frio quase que instantâneo ao parar.

Nós usamos:

  • calça de esqui/snowboard que é impermeável, corta vento e ainda quentinha;
  • meia de lã ¾ para não sentir frio nas canelas;
  • bota para trilha para maior estabilidade e segurança, especialmente nos trechos em rochas e terra;

Dica: idealmente para trilhas é preferível usar meias de poliamida para evitar bolhas nos pés. Mas neste caso é importante manter os pés quentinhos. Assim, como as meias de lã podem causar mais atrito, passe vaselina no pé, especialmente entre os dedos, para diminuir esse atrito.

  • camiseta ou blusa de manga comprida de poliamida que seca mais rápido e não fica fria e molhada com o suor;
  • fleece para esquentar;
  • corta vento;
  • cachecol ou aquecedor de pescoço;
  • luvas – Mesmo que suas mãos esquentem na subida, as luvas são cruciais para conseguir segurar o corrimão de metal, que parece uma barra de gelo.

Parece muito, mas o máximo que fizemos foi tirar o corta vento e o gorro durante a subida. E sempre que parávamos colocávamos tudo de novo rapidamente!

Exemplo do que vestir para fazer trilha no Seoraksan no inverno.

O que mais tem para fazer no Seoraksan

Para quem tem mais tempo ou gosta de trilhas longas, o parque oferece diversas rotas de trekking. O parque possui 14 trilhas com diferentes pontos de partida.

Saindo da entrada principal do Seoraksan, há três trilhas mais curtas — incluindo a Ulsanbawi Rock — e duas trilhas longas que geralmente exigem pernoite.São elas:

  • Cataratas de Towangseong – cerca de 6km, ida e volta.
  • Trilha Biseondae – cerca de 7km, ida e volta.
  • Daecheongbong – 16 km, só ida;
  • Dinosaur Ridge – 19,1 km, só ida.
Principais trilhas curtas do Seoraksan.

​Há quem inicie estas duas últimas entre 3 e 4h da manhã, concluindo no mesmo dia. Mas geralmente são trilhas para 2 dias e 1 noite.

Para isso, existem quatro refúgios dentro do parque:

  • Hoeh-un-gak
  • Suryeomdong
  • Socheong
  • Yangpok

Para mais detalhes sobre trilhas e reservas nos refúgios, consulte o site do Parque Nacional Seoraksan.

Mais informações úteis sobre o Parque Seoraksan

Alimentação

Na base do parque existem diversas lojinhas, cafés e restaurantes. Porém durante o inverno, nem todos os estabelecimentos comerciais abrem.

Assim é interessante levar uns lanchinhos para comer, especialmente se for fazer as trilhas, pois não há outros pontos de venda de alimentos além da base do parque.

Nós levamos frutas fáceis de comer, como mexerica, biscoitinhos e água. Não ache que por ser frio você não vai precisar de água. Importante, leve sempre seu lixo com você e descarte nos locais apropriados.

Banheiros

Há banheiros na base do parque, na estação do teleférico superior e antes de começar a escadaria da Ulsanbawi Rock. Durante o inverno, apenas o banheiro químico estava operando, mas nas outras estações há banheiro com água corrente, provavelmente porque a água congela.

Horários e informações úteis

O parque abre todos os dias do ano, das 6h às 20h.

O teleférico funciona das 8h30 às 17h30, fechando com fortes ventos ou para manutenção.

As trilhas podem fechar nas épocas de incêndio, geralmente entre meio de novembro e meio de dezembro e durante a primavera.

A entrada é gratuita, mas o estacionamento é pago e o valor depende do tipo de veículo.

Trilha ou teleférico? Tanto faz!

Se você chegou até aqui, já percebeu que o Parque Nacional Seoraksan no inverno é uma experiência única. Talvez você não encontre o cenário branquinho de filme, mas vai encontrar que ainda vale a jornada: a montanha em sua forma mais bruta, nítida e silenciosa.

Subir a Ulsanbawi Rock com as pernas bambeando e o rosto gelado me ensinou que a recompensa não está apenas na foto lá no topo, mas na clareza que só o ar puro das montanhas coreanas proporciona. Seja você um maratonista ou alguém que prefere o conforto do teleférico, o Seoraksan é um convite para desacelerar e contemplar.

Saí de lá com a sensação de que um único dia não era suficiente. Como eu queria ter reservado mais tempo no roteiro. Com certeza voltarei, talvez no outono, para vivenciar esse lugar com outros olhos.

Sokcho foi uma das decisões mais bárbaras do nosso roteiro pela Coreia do Sul!

E você: prefere o desafio da trilha ou a vista do teleférico? Me conta aqui nos comentários!

Vista do Pico Gwongeumseong para  Sokcho e Mar do Leste
Vista do Pico Gwongeumseong para Sokcho e Mar do Leste.

FAQ

O Parque Nacional Seoraksan cobra entrada?

Não. A entrada no Parque Nacional Seoraksan é gratuita. Apenas o estacionamento é pago para quem chega de carro.

Quanto custa o teleférico do Seoraksan?

O teleférico que leva até o pico de Gwongeumseong custa cerca de 16.000 wons ida e volta por pessoa (valor de janeiro de 2026).
Os ingressos não podem ser comprados com antecedência e devem ser adquiridos na hora, na base do teleférico.

O teleférico de Seoraksan funciona todos os dias?

O teleférico abre o ano todo, mas sua operação depende 100% das condições do vento. Em Sokcho, ventos fortes são comuns no inverno, o que pode causar o fechamento temporário por segurança.

Dá para fazer bate-volta de Seul para o Seoraksan?

Sim, é possível fazer um bate-volta desde Seoul até o Parque Nacional Seoraksan, mas o passeio fica bastante corrido, pois são cerca de 5-6h de estrada, ida e volta.
Por isso, o ideal é passar pelo menos uma noite em Sokcho, o que permite explorar o parque e a cidade com mais calma.

Qual é a melhor época para visitar o Seoraksan?

O Parque Nacional Seoraksan pode ser visitado o ano inteiro, mas cada estação oferece uma experiência diferente:
Outono (setembro a novembro): famoso pelas cores do foliage coreano
Primavera: flores e clima agradável
Verão: vegetação verde intensa, mas com mais umidade e neblina
Inverno: trilhas mais vazias, ar seco e excelente visibilidade das montanhas

Quanto tempo é necessário para visitar o Seoraksan?

A maioria dos visitantes passa entre meio dia e um dia inteiro no parque.
Quem pretende fazer trilhas mais longas pode precisar de pelo menos dois dias.

A trilha da Ulsanbawi Rock é difícil?

A trilha até a Ulsanbawi Rock não possui dificuldade técnica, mas exige bom condicionamento físico.
O trajeto completo tem cerca de 8 km (ida e volta) e termina com uma escadaria de aproximadamente 800 degraus presos à rocha.
Com calma e pausas para descanso, a maioria das pessoas consegue completar a subida.

Quanto tempo leva a trilha da Ulsanbawi Rock?

A maioria das pessoas leva entre 3 e 5 horas para completá-la, dependendo do ritmo e do tempo gasto no topo.

Dúvidas sobre visitar o Seoraksan no inverno

A trilha da Ulsanbawi Rock é perigosa no inverno?

A trilha é segura porque é muito bem estruturada, mas exige cuidado dobrado com o “gelo negro” (camadas finas de gelo invisíveis sobre as rochas). Use calçados com boa aderência e luvas, pois o corrimão de metal da escadaria final fica congelante.

Vale a pena visitar o Seoraksan no inverno, mesmo sem neve?

Sim! Embora a neve não seja garantida devido ao clima seco da região, o inverno oferece a melhor visibilidade do ano. O céu fica extremamente limpo e azul, permitindo enxergar o Mar do Leste do topo das montanhas, algo raro no verão úmido e com neblina.

Os banheiros e restaurantes funcionam normalmente no inverno?

Na base do parque, sim (embora alguns fechem mais cedo). Nas trilhas, a estrutura é limitada: o banheiro próximo à Ulsanbawi costuma ser apenas químico no inverno, pois a água das tubulações congela. Leve sempre água e lanches na mochila.

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