Apps essenciais para viajar à Coreia do Sul: sem perrengue para se locomover e se comunicar!

Se você pretende viajar por conta própria e utilizar transporte coletivo na Coreia do Sul, vai precisar de alguns aplicativos para tornar o dia a dia por lá muito mais simples. Esses são os apps que considero como essenciais.
Este post complementa o guia geral da Coreia do Sul — confira também: Primeira vez na Coreia do Sul: roteiro, apps essenciais e dicas práticas.
1. Não conte com o Google Maps
O primeiro choque que temos é perceber que o Google Maps não funciona tão bem por lá. Diferentemente da China — onde você procura um destino e muitas vezes ele não aparece exatamente no lugar esperado — na Coreia do Sul ele até acerta nesse quesito. O problema aparece na hora de traçar a rota.
Para rotas de veículos, ele simplesmente não funciona. Até aí, tudo bem: para a maioria dos turistas, isso não é um grande problema. Mas, se você precisar traçar trajetos que incluam caminhadas, aí vira um problemão.
O Google Maps na Coreia do Sul só traça rotas que incluam transporte coletivo, desconsiderando totalmente os trechos que você precisa fazer a pé — por exemplo, do seu hotel até o ponto de ônibus ou estação de metrô. Ele presume que você vai voando de um ponto a outro ou se desintegra e reaparece na estação!

Use no lugar o Naver Maps — app essencial para sua viagem à Coreia do Sul
O funcionamento é semelhante ao do Google Maps no Ocidente. Arrisco dizer que, em alguns pontos, ele é até melhor, especialmente para quem utiliza transporte público.
Além de informar qual saída usar nas estações de metrô e trem, o app indica se aquela saída conta com escadas rolantes ou elevador — um diferencial enorme para quem está com malas ou tem mobilidade reduzida. Ele também mostra o valor das passagens para cada opção de trajeto.
Às vezes, uma economia de apenas 10 minutos pode encarecer a viagem em até 50%. Economia que não vale a pena, né? Com o Naver Maps, você consegue decidir qual opção escolher com muito mais informação em mãos.
Mas nem tudo é perfeito. O Naver Maps até encontra alguns destinos escritos em inglês. No entanto, para garantir, o ideal é buscar o destino em coreano.
2. É aí que entra nosso segundo app essencial: o tradutor
O tradutor é essencial para usar o Naver Maps em conjunto com o Google Maps. Por quê? Se você não souber direito o nome do local nem em inglês, pode procurar o destino no Google Maps, seja clicando no mapa, seja por informação parcial, copiar o nome, colar no tradutor e obter a versão em coreano. Dá um pouquinho de trabalho, mas garante muito mais precisão.
Esse pequeno esforço pode poupar bastante tempo e dinheiro — e talvez até pernas — caso você vá parar no lugar errado.
Os sul-coreanos, especialmente nas cidades e pontos mais turísticos, conseguem se comunicar razoavelmente bem em inglês. Quase não usamos o tradutor para comunicação verbal. No entanto, ele foi essencial para traduzir cardápios, embalagens e etiquetas em mercados, além de outras situações do dia a dia em linguagem escrita.

Qual tradutor usar?
O Google Tradutor e o Tradutor da Apple cumprem muito bem suas funções. Só não esqueça de baixar o idioma no celular para não depender totalmente da internet. A função de traduzir textos a partir de fotos funciona muito bem e salva demais.
Aqui vai uma dica importante: se você souber inglês, prefira fazer traduções entre coreano e inglês, pois os resultados costumam ser mais precisos. Testamos várias vezes a tradução direta para o português e, em alguns casos, a frase simplesmente não fazia sentido. Ao mudar para o inglês, o problema era resolvido.
Se você não souber inglês, não tem problema — apenas não confie 100% no resultado. Usar dois tradutores diferentes pode ajudar a chegar a um sentido mais confiável.
E o Papago?
O Papago é um tradutor especializado em línguas asiáticas, como coreano, japonês e chinês. O ponto negativo é que ele não oferece tradução para o português.
Li que ele funciona melhor para frases mais complexas, mas, no uso cotidiano, não senti tanta diferença em relação ao Google Tradutor ou ao Tradutor da Apple. Como eu uso iPhone e meu marido Samsung, acabamos testando diferentes opções.
Caso você não tenha dois tradutores disponíveis, vale baixar o Papago como alternativa. Fora isso, ele é opcional — não essencial.
3. Na Coreia do Sul tem Uber?
Como já contei no guia geral sobre a Coreia do Sul, o Uber não funciona da mesma forma na Coreia do Sul. No entanto, existem outras opções de transporte por aplicativo.
Ao chegar no país, o aplicativo do Uber muda de “cara” e passa a se chamar UT. Ele funciona bem nas grandes cidades, como Seul e Busan, e aceita pagamento com cartão internacional. Já em cidades menores, costuma deixar de ser uma opção viável.
Se for o seu caso, baixe o Kakao T
Diferentemente do UT, o Kakao T funciona muito bem em praticamente toda a Coreia do Sul. O problema é que não conseguimos cadastrar cartões internacionais no aplicativo.
Então por que estou falando dele? Porque ainda é possível utilizá-lo escolhendo a opção “Pay to Driver”, que permite pagamento em dinheiro ou até mesmo com T-money.
Em breve vou explicar com mais detalhes as particularidades do T-money e os diferentes tipos disponíveis, para que você possa fazer a melhor escolha na sua viagem.
4. Apps e sites para reserva de passagens e passeios
Se você estiver viajando na média ou alta temporada — ou simplesmente preferir deixar tudo reservado antes — os melhores apps e sites para isso são Klook e Trip.com.
Desencane de outras plataformas com a mesma proposta: além de terem menos opções para a Ásia, costumam ser mais caras. Para a Coreia do Sul em especial, o Klook deve ser sua prioridade, pois oferece mais opções de passagens e passeios do que o Trip.com.
Como viajamos na baixa temporada, deixamos para comprar as passagens internas diretamente nas estações de trem e rodoviárias. Assim, não ficamos com o roteiro engessado em datas e horários.
Dica importante
Mesmo na baixa temporada, algumas passagens são limitadas. Fizemos um bate-e-volta para Nami Island comprando as passagens na hora, para um trem que saía em 15 minutos — perfeito!
Inocentes que somos, deixamos para comprar a passagem de volta depois. Resultado: só havia lugares disponíveis para dali a duas horas Fuén….
Nesse tipo de bate-e-volta, recomendo comprar a passagem de retorno assim que chegar ao destino. Melhor esperar passeando do que sentado na sala de espera da estação. (Aproveitamos para assistir “K-pop Monster Hunters” que aparecia lá em todo canto e queríamos saber qual era o rolê).

Ambos os sites são confiáveis e contam com muitas avaliações, o que ajuda bastante na escolha.
Uma particularidade do Trip.com: algumas funcionalidades do aplicativo variam de acordo com o país configurado no perfil. Quando utilizamos o app com a região definida como Brasil, não apareciam opções de busca por passeios. Ao mudar a configuração para Alemanha, por exemplo, todas as funcionalidades passaram a ficar disponíveis. Caso você não encontre algum serviço no app, vale testar alterar a região e verificar novamente.
Além disso, se você selecionar pagamento em reais, haverá cobrança de IOF mesmo usando cartões de contas internacionais como Wise ou Nomad. Sempre opte por pagar na moeda local — sai mais barato.
Importante!
Não deixe para baixar esses aplicativos apenas quando chegar à Coreia do Sul. Vá com tudo instalado e configurado, com cartões cadastrados antes da viagem, especialmente se estiver usando um SIM card internacional. Nunca se sabe quando será necessário receber um SMS para concluir algum cadastro.
Com os apps certos, não há motivo para a sua viagem à Coreia do Sul ser complicada. Eles facilitam deslocamentos, comunicação e organização do dia a dia — e ajudam a evitar muitos perrengues desnecessários.


