Ásia,  Europa,  Organizando sua Viagem,  Turquia

Dicas para organizar seu roteiro pela Turquia!

Organizar um roteiro pela Turquia não foi fácil. O país tem muita história e muitos lugares incríveis para conhecer.

Já fazia um certo tempo que sonhava com uma viagem para lá, até que finalmente apareceu uma promoção no Melhores Destinos (ou no Passagens Imperdíveis, ou nos dois, não lembro!!!) e consegui comprar as passagens por R$ 3900,00 para nós dois, sendo 11 dias na Turquia e 5 na Itália! Eu tava pesquisando passagens há um tempo só para Turquia e tava saindo mais de 5 mil. Quando vi essa promoção com Itália, não pensei duas vezes, vai assim mesmo!!

Melhor época para ir para o seu roteiro pela Turquia definitivamente no começo da primavera. Morri com tanta tulipa!

No final, achei que faltou tempo para a Turquia, mas como a Turkish vive fazendo promoção, a gente vê um stopover para fechar o que faltou!

Mas vamos ao que interessa! O que você precisa saber para montar seu roteiro pela Turquia:

1- Imigração

Foi super tranquila, como em qualquer país Europeu. Não precisamos de visto para até 90 dias de estadia. Mas nós tínhamos em mãos todas as reservas de hotel, passeios, carro, passagem de retorno, seguro saúde, essas coisas que podem pedir (como aconteceu na nossa entrada na Espanha – TENSO!!!).

A fila tava enorme, demorou para chegar nossa vez, mas quando chegou, foi passaporte, carimbo e tchau!

Para quem tem passaporte europeu (Portugal, Espanha, Reino Unido dentre outros), australiano ou americano além do brasileiro, considere usar este último, já que para aqueles países você tem que pagar pelo visto ($20 pelo e-visa, $30 pelo pagamento na hora – alguns casos é mais caro). No site oficial você pode verificar todos os países que precisam de visto para entrar na Turquia e a duração dele. Ser de um país que não fica entrando em atrito com os outros por qualquer coisa tem suas vantagens…

Istambul tem uma quantidade absurda de gatos. Nem surtei!

2 – Câmbio

A moeda turca é a Lira Turca, em abril/2019 valia cerca de R$ 0,70  (cotação oficial)! Uhu adoramos moedas desvalorizadas frente ao real!!

No Brasil será muito difícil mesmo você encontrar algum lugar que venda liras turcas e, se encontrar, a cotação será ruim. Então compre dólares ou euros (no meu caso levei euros, pois iria para a Itália depois) e troque lá.

Infelizmente você terá que trocar uma parte no aeroporto para chegar até o seu hotel, a não ser que você tenha contratado transfer. E a gente deu azar, porque além de termos chegado super tarde, ainda demoramos para passar pela imigração. Logo, quando chegamos na área de desembarque, tinham uns dois câmbios abertos. Tivemos que aceitar o que tinha ali, porque além de tudo, a gente já ia direto para a Capadócia, e lá, pelo que havia lido, não tinha câmbio no aeroporto e nem na cidade (não tem mesmo), então trocamos uma quantia razoável para os três dias no aeroporto e mais um pouquinho para nosso retorno a Istambul para chegar no hotel.

Além da cotação estar medonha, no aeroporto eles ainda cobram comissão… já viu no que deu… trocamos 1 euro por 5,26 liras turcas (cotação oficial de 6,30…). Paciência, quando voltarmos para Istambul a gente melhora essa média.

Melhor lugar para fazer câmbio

Em Istambul o melhor lugar sem dúvida alguma é dentro do Grand Bazaar, não no entorno, não no lado de fora, dentro!!! Não sei te dizer quantas casas de câmbio tem lá dentro, porque é fácil se perder naqueles corredores, mas todos têm boa cotação, uns melhores que os outros. Aquele que tiver com maior fila provavelmente é o melhor!!! Lá chegamos a pegar cotação com diferença de no máximo 5 centavos para a cotação oficial e sem comissão!!! Delícia!

Uma das entradas do Grand Bazaar

Outro lugar com cotação razoável é na região da praça Taksim e na Istiklal. Para quando você não tem dinheiro algum, vale a pena comprar lá, que foi nosso caso, trocamos pouco só para termos dinheiro para o dia e podermos passar mais tarde no Grande Bazar para trocar o restante do que a gente precisaria.

Mas se você não estiver hospedado na região da Praça Taksim (nosso caso), o grande bazar estiver fechado (domingos) e precise de dinheiro com cotação menos pior que do aeroporto, na região da praça Sultanahmet tem vários, ao menos lá eles não cobram comissão!

Dica importante para incluir no seu roteiro pela Turquia

Faça câmbio aos poucos, para não ficar com lira turca na mão.

A gente conseguiu chegar no aeroporto com somente 14,30 liras turcas (e só porque recebemos parte do tax free em liras), que gastamos com um mini sanduíche (aquele precinho maravilhoso de aeroporto) e o troco deixamos de caixinha!

Ah! Depois de todos os câmbios, nossa média ponderada final foi de R$ 1,00 = TRY 0,76, até que bem próximo da cotação oficial!

3 – Internet

Como sempre fazemos em nossas viagens, deixamos para comprar os chips de celular com operadoras locais.

Na Turquia são 3 operadoras principais:  Turkcell, Türk Telekom e Vodafone, todas elas possuem quiosque no aeroporto Atatürk e acredito que deva ter nos outros dois também.

Como nosso voo chegou bem tarde, quando chegamos a Vodafone não estava mais vendendo.

Turkcell é a mais recomendada

A Turkcell era a mais recomendada. Segundo o que lemos, era a que tinha melhor sinal. No entanto, ficamos lá pelo menos meia hora e estava sem sistema. Estávamos exaustos, logo decidimos tentar a terceira colocada.

Compramos o chip pré-pago da Türk Telekom de 12Gb por 175 liras turcas, equivalente a R$ 132,34. Compramos um chip só e compartilhamos via wifi entre nós dois.

Caro?

Parece caro, mas fiz uma simulação aqui no chip internacional mais utilizado e ele sai por U$ 58,00, = R$ 226,20 (cotação oficial sem considerar IOF), ou seja, quase 100 reais mais caro!!!

Lógico que você não chegará já com a internet funcionando, mas prefiro gastar esses 100 reais em passeios!!!

Internet em todos os cantos do país, até em Mardin, lá na fronteira com a Síria! Esse cantinho especial da Turquia mereceu um post só para ele!

Se der, compre o chip no centro!

Li em outros blogs que esse valor do chip reduz um pouco se você comprar fora do aeroporto. Como a gente não ia direto para Istambul, ficamos sem essa opção. Assim como o câmbio, era o que tinha naquela hora. Mas se você for ficar em Istambul antes de explorar o interior da Turquia, deixe para comprar seu chip no centro!

Nenhum blog que li para meu roteiro pela Turquia falou sobre isso. Em outras palavras nós não estávamos preparados para: a Turquia bloqueia diversos sites, dentre eles wikipedia e youtube.

Não encontrei nada oficial, mas acho que Instagram também tem algum tipo de bloqueio, porque eu não conseguia subir os stories não importava a rede que usasse. Consequentemente, sobrou bastante internet ao final dos 11 dias. Mas fora isso, o sinal estava ótimo e não ficamos nenhum ponto da viagem sem internet. Pode ir de telekom também!!

4- Deslocamento Aeroporto – Centro – Aeroporto

Istambul possui agora três aeroportos (quando fui só tinham dois, abriram o terceiro no dia 06/04/2019). São eles Atatürk, Istambul (novo) e Sabiha Gökçen. Os dois primeiros ficam do lado europeu e o terceiro do lado asiático.

Até o dia 6/04 a grande maioria dos voos nacionais e internacionais operavam pelo Atatürk, que não estava mais dando conta. Todos os nossos voos saíram atrasados e chegaram atrasados. No último voo estava um caos total no aeroporto, pensamos até que tinha rolado ataque terrorista. Por este e outros motivos ele praticamente foi aposentado (será utilizado para voos de carga principalmente).

Os dois aeroportos principais distam cerca de 40 km da praça Taksim (o Atatürk ficava a cerca de 25 km) e, infelizmente, não há linhas de metrô que nos levem até o centro. Há alguns ônibus que partem do Sabiha, mas a maioria circula só na parte asiática. Restam dessa forma 4 opções: transfer, carro particular, taxi (cerca de 30 euros, umas 190 liras) ou ônibus da Havabus. Essa última foi a que escolhemos.

Ruínas de uma das ruas da Ágora de Dara, fundada no ano 506.

Havabus

Os ônibus da Havabus partem de meia em meia hora entre 3h30 e 1h e custam 18 liras o trecho com ponto final e inicial na praça Taksim. O trecho inverso funciona da mesma forma. Você paga dentro do ônibus mesmo.

Não sei para o novo aeroporto, mas para o Sabiha, levou entre 1h-1h30 para chegar na praça Taksim, isso porque nosso ônibus foi parado pela polícia. Eles recolheram a documentação de todos e foram checar (os passaportes eles não pegaram, só os documentos dos turcos). Não sei se isso acontece sempre. Para/Do Atatürk, um dia sem trânsito chegamos em meia hora e num dia com trânsito levou 1h.

Achei um bom custo benefício. Na praça Taksim tem metro, ônibus e tram (funcionam das 6h à meia noite) que podem te levar para o seu hotel. No nosso caso foi só andar uns 600 metros!

5 – Deslocamentos internos no seu roteiro pela Turquia

Há diversas cias aéreas na Turquia, mas as que eu usei foram a Turkish Airlines e Pegasus. Super fácil a pesquisa e a compra de passagens pelo site deles, mas não esqueça que seu cartão deve estar liberado para uso no exterior.

Eu fiz um trecho com a Pegasus e três com a Turkish. Esta segunda oferece um lanchinho a bordo, mas fora isso a qualidade é a mesma. Ambas permitem despachar uma mala de 15 quilos e mais uma mala de mão de 8 quilos na tarifa mais barata. A diferença está no preço e aeroportos em que operam. A Pegasus, por ser low cost, utilizava somente o aeroporto do lado asiático. Não sei se agora ela está operando no aeroporto novo.

Canal de Bósforo e Mar Negro. Europa e Ásia numa foto só!

Nossa experiência com a Pegasus foi mais positiva, pois só tivemos um pequeno atraso com eles. Já com a Turkish, quase todo os nossos voos foram alterados, inclusive de um dia para o outro, nos causando boas doses de estresse em meio à viagem. Eu espero que isso tenha melhorado com a abertura do novo aeroporto, porque foi uma experiência bem desagradável.

6 – Onde se hospedar em Istambul

A maior parte do seu roteiro pela Turquia, o melhor, por Istambul, será na região do bairro Sultanahmet, então o melhor é se hospedar por ali. Mas a região da Praça Taksim e da Torre de Gálata também são ótimas opções para quem procura um pouco mais de agito à noite e/ou quer ficar perto da parada do Havabus, que foi o nosso caso.

Apesar de quase todo dia ter que pegar o tram pela manhã e o metro à noite, achei que compensou pelo fato de estarmos perto do busão para o aeroporto, pois o usamos seis vezes ao longo da viagem, compensando em muito o tempo e dinheiro que seriam gastos se a gente tivesse ficado na região de Sultanahmet.

Congelando no passeio de barco pelo Bósforo.

Gostei bastante da região, ela parece estranha num primeiro momento com aquelas ruas super estreitas, roupas penduradas do lado de fora, mas depois você percebe que a cidade toda é assim. É uma região movimentada praticamente 24h por dia, com restaurantes (bem mais baratos e melhores que da Sultanahmet), mercados, transporte público e pertinho da Istiklal (a principal rua de compras em Istambul).

7 – Transporte público em Istambul

Istambul possui linhas de metrô (M), bonde (T), ônibus, ferries, trens (B) e funicular (F). Confesso que não vi esse funicular, mas existe!

Com exceção da linha T3 de bonde (aquele fofinho que percorre a Istiklal) e dos ferries, o horário de funcionamento dos demais é das 6h à meia noite. O horário do T3 é das 7 às 21h nos dias úteis, das 8h30 às 21h aos sábados e das 10 às 20h aos domingos, e o dos ferries vai depender da linha.

Avenida Istiklal e seu bondinho super charmoso (linha T3)!

O ticket válido para somente um uso chama-se BIRgeç e custa 5 liras turcas. No entanto, se você for usar pelo menos 3 vezes o transporte público ao longo da viagem e/ou esteja acompanhado, vale muuuuito mais a pena comprar o Istanbulkart.

Istanbulkart – tem que estar no seu roteiro pela Turquia!

Ele é como o bilhete único, mas com uma grande vantagem, quando você o utiliza a passagem sai por 2,60 e não 5 liras turcas! Caso você vá usar mais de um transporte, ele vai dando descontos progressivos a cada uso dentro de um período. O legal que você pode compartilhar com mais de uma pessoa, que também pagará 2,6 na passagem, mas o desconto progressivo só é válido para uma pessoa. Então, faça suas contas e decida se compra um por pessoa ou um para todo mundo.

Onde comprá-lo

Você compra o cartão na máquina que tem nas estações de metrô e algumas próximas aos pontos de bonde (não são todas que vendem) por 6 liras turcas. Quando você compra, tem que colocar no mínimo 4 liras de crédito, você não consegue comprar sem colocar esses créditos. Há opção de comprar em banquinhas na rua. Nesse caso, eles cobram 10 liras e vem sem crédito.

Depois de comprado, seu limite mínimo de carregamento vai depender da máquina que você usar.

Nós compramos um só cartão para nós dois (pois não iríamos ficar trocando de transporte) e íamos carregando conforme a gente precisasse, para não ficar muito crédito sobrando ao fim da viagem.

Linhas mais usadas

Basicamente as linhas que você irá mais usar serão a T1 do bondinho e a M2 do metrô, que passam pelos principais pontos turísticos.

Antes de entrar no bondinho, preste atenção no sentido da linha, porque se você entrar do lado errado, terá que sair e pagar uma nova passagem.

Não usei ônibus porque não recomendaram e, depois que cheguei lá, entendi o porquê, o trânsito é caótico!!!! Não vale a pena, o tempo que você perde esperando pelo ônibus e dentro dele, você vai andando!

Os ferries são uma ótima pedida para ir para o lado asiático e custa somente 1,50 liras! Os atracadouros mais usados por turistas são o de Eminönü, ao lado da Ponte Gálata, e o de Kabataş, próximo ao Palácio Dolmabahçe.

8 – Onde comer

Posso dizer onde não comer – na região da praça Sultanahmet. Muito caro!!! Comemos um dia só lá na região e foi um parto escolher um lugar que a gente não falisse.

Os demais lugares escolhemos pelo Tripadvisor, então nem me lembro o nome, mas teria anotado se tivesse me marcado. Seja em um roteiro pela Turquia ou por outro lugar, esse é o melhor app para te ajudar na tomada de decisões!

Mas recomendo fortemente:

Um que mega recomendo, onde fomos duas vezes, no primeiro e no último dia, e só não fomos nos outros dias por estar longe ou por já ter fechado, é o Tarihi Çesme. Comida local, perto, porém não perto demais, dos pontos turísticos e um dos poucos restaurantes onde encontramos bebida alcoólica.

Comida deliciosa, bem servida, sossegado, com uma baklava gostosa, chazinho cortesia, por um excelente preço. A gente comia dois pratos principais, bebidas alcoólicas (pints ou taças de vinho), uma porção de baklava e gorjeta e pagava em torno de 115 liras. No dia que comemos perto da praça Sultanahmet, pagamos 90 liras por dois doner kebab (o famoso churrasquinho “grego”), uma água e um chá. Olha a diferença!

Outro lugar que gostamos bastante foi o Galata Konak Café. Fica pertinho da Torre Gálata e possui um terraço com linda vista. Fomos lá para ver o pôr do sol ao invés de pegar uma fila enorme, pagar 25 liras por pessoa para subir na torre, lotada, e ficar lá passando frio e só para ver a vista. É ou não é uma super dica para o seu roteiro na Turquia?!

O terraço fica mais baixo, lógico, mas a vista é linda igual, tem aquecedor, cobertor e ainda jantamos lá. Em março ainda é friozinho, então vá bem agasalhado. Achei que iriamos pagar bem mais do que pagamos, devido ao local, mas foram 85 liras por dois pratos principais, uma água e um chá. A comida tava bem gostosa e curtir aquele fim de tarde, começo de noite, ver a cidade se iluminando, foi incrível!

Que delícia de fim de dia!

Acha que acabou? Não! As dicas para montar seu roteiro pela Turquia continuam!

3 Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: